O último minuto do ano escorria lento pelo relógio da sala.
As luzes da cidade piscavam ao longe, e o som distante de fogos ainda era apenas promessa. Dentro do quarto, havia silêncio — um silêncio cheio, carregado de expectativa.
Eles estavam descalços, sentados no chão, duas taças esquecidas sobre o tapete.
Não era uma noite como as outras.
Havia algo diferente no ar — talvez o peso do que ficava para trás, talvez a curiosidade do que ainda não tinha nome.
— Vamos tentar algo novo — ela disse, quase como quem fala consigo mesma.
Ele não perguntou o quê.
Sorriu apenas.
Havia aprendido, com o tempo, que algumas experiências não se explicam — se aceitam.
À meia-noite, quando os fogos romperam o céu, ela apagou as luzes.
Apenas o brilho da cidade entrou pela janela, refletindo sombras suaves nos corpos próximos.
Eles ficaram ali, em silêncio, respirando juntos, como se o ano novo exigisse primeiro presença antes de movimento.
Ela segurou a mão dele e a colocou sobre o próprio seio — não como convite imediato, mas como gesto de confiança.
O novo não estava no ato, mas na intenção.
No jeito de tocar sem roteiro.
De sentir sem pressa.
Os sons da rua cresceram, mas dentro do quarto o tempo parecia suspenso.
Eles riram baixinho, nervosos como no começo de tudo.
Era isso que estavam experimentando: não algo ousado, mas algo verdadeiro — a coragem de se despir das certezas.
Ele tocou nos seu mamilo devagar, apertando suavemente, como uma pinça, espalhando aquela fagulha de dor e desejo por todo o corpo dela, que inclinou a cabeça para trás com um gemido.
Foi descendo as mãos por todo o corpo, com calma.
Quando tocou na calcinha, sentiu ela já molhada em expectativa.
Delicadamente ele colocou a calcinha para o lado e introduziu um dedo devagar, sentindo seu corpo tremer em satisfação.
Não havia pressa, por isso ele manteve essa tortura deliciosa por tempo suficiente, primeiro com um dedo, depois dois, até que ela arfou num gozo tão profundo que lágrimas escorreram dos seus olhos, de tanto prazer.
Nessa hora o desejo dele também já não podia ser contido, por isso ele a puxou para si, montando ela em seu corpo, duro como nunca e sem tirar os olhos dos olhos dela, juntos escutaram os fogos de artifícios, que também explodiram dentro deles.
O ano começou ali.
Não nas festas, nem nas contagens regressivas, mas naquele instante íntimo em que decidiram se descobrir de novo, sem promessas grandiosas — apenas presença, curiosidade e entrega.
Mais tarde, quando a madrugada já estava quieta, ela encostou a testa na dele e sussurrou:
— Se for assim, eu aceito tudo o que vier.
Ele sorriu, fechando os olhos.
O futuro podia esperar.
O agora era suficiente.
